«Um rabisco aqui,
um rabisco ali…
Quando faltam as palavras para descrever exactamente aquilo que quer dizer, pode sempre contar com os rabiscos. Pequenos traços, desenhos, bonecos, símbolos… não interessa, desde que consiga passar para o papel a sua ideia.
A mensagem de Dan Roam está explicada ao longo de 282 páginas no seu livro “Rabiscos num Guardanapo”, lançado recentemente em Portugal pela editora Gestãoplus. Considerado o livro de Gestão mais original do ano, o manual é uma ferramenta útil para qualquer gestor já que ensina a
“resolver problemas, vender ideias… com imagens”. É lógico que, para isso, tem de começar a treinar o pensamento visual. E este processo é mais fácil do que imagina. Afinal, como o próprio Dan Roam explica, “deparamo-nos com ele centenas de vezes por dia, tal como atravessamos uma rua, por exemplo. Olhamos para ambos os lados e, se virmos um automóvel a aproximar-se, paramos. Se virmos um automóvel à distância, imaginamos se conseguiremos atravessar antes que ele se aproxime e se assim for mostramos a nossa decisão atravessando confiantemente a rua ou esperando em segurança que ele tenha passado”. Tal significa que quando atravessamos uma rua fazemos os quatro passos do pensamento visual: olhamos (para um lado e para o outro), vemos (um carro a aproximar-se), imaginamos (posso ser atropelado ou ainda tenho tempo de passar) e mostramos (atravessamos a estrada).O mesmo se aplica se estiver a falar da apresentanção de um gráfico ou relatório numa reunião de trabalho. Terá sempre de olhar para toda a informação que tem, ver (onde decide o que é mais importante), imaginar (o que pode essa informação significar) e, por fim, mostrar essas informações aos colegas. O livro custa 19,35 euros e, como não podia deixar de ser, está repleto de rabiscos.»
Diário Económico, 10 de Julho de 2009
As estatísticas mentem. Os estudos de mercado mentem. Para saber a verdade acerca do que nos leva a comprar, tem de ir directamente à fonte… ao cérebro do consumidor. Foi o que fez Martin Lindstrom, o guru do neuromarketing. Para descobrir aquilo que realmente nos atrai a atenção – e o dinheiro! –, efectuou o maior estudo de neuromarketing alguma vez realizado (que durou mais de três anos e contou com mais de 2000 participantes oriundos de todo o mundo) e fez descobertas surpreendentes, refutando muitos dos mitos, suposições e crenças acerca do que realmente estimula o nosso interesse e nos leva a comprar um produto. Será que o sexo vende? Porque é que avisos como «fumar mata» nos dão ainda mais vontade de fumar? Porque é que o cheiro a melões ajuda a vender produtos electrónicos? Será que a publicidade subliminar funciona? Haverá marcas capazes de activar o nosso instinto reprodutivo? Porque é que o Papa Bento XVI é semelhante a um Rolex? O product placement será uma perda de dinheiro? As respostas a estas e muitas outras perguntas são reveladas ao longo destas páginas. Buy.ology é literalmente uma viagem pelo cérebro do consumidor, enriquecido com anedotas e casos reais de reacções – muito inesperadas – a estratégias de marketing.