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terça-feira, 3 de julho de 2012

Imprensa: «Brandwashed»


Leia aqui o artigo e entrevista ao autor Martin Lindstrom, no jornal i sobre o livro mais recente da Gestãoplus, Brandwashed – Os Truques de Marketing que as Empresas usam para Manipular as Mentes.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Imprensa: «A Terceira Alternativa»

«Um método inovador

A Terceira Alternativa inspira-nos a pensar de forma diferente para resolver problemas.

"Temos de pôr de lado as nossas diferenças (geográficas, linguísticas, económicas, políticas e culturais) e trabalhar juntos para criar soluções mais fortes do que os problemas que enfrentamos." - Muhammad Yunus, Economista e Prémio Nobel da Paz.
Costuma-se dizer que nos conflitos há apenas duas alternativas: a "nossa" solução e a solução "dos outros". E, enquanto se debate quem tem a melhor solução e qual deve ser adoptada, o conflito agrava-se em vez de se resolver.
Neste livro, Stephen Covey, um dos autores de gestão e desenvolvimento pessoal de maior sucesso, apresenta um método inovador, prático e eficaz para atingir soluções consensuais e produtivas: a Terceira Alternativa. Através deste método, ninguém tem de ceder e todos saem a ganhar.
Num mundo cada vez mais dominado pelo conflito e pela agressividade, o método da Terceira Alternativa (já utilizado por vários pensadores e líderes) desafia-nos a pensar de uma forma que promove a criatividade e a harmonia. Recorrendo a exemplos de casos ocorridos ao longo das suas décadas de experiência como consultor em algumas das empresas de maior sucesso no mundo, Covey mostra como o método da Terceira Alternativa oferece oportunidades raras e enriquecedoras de crescimento profissional e pessoal. Este livro apresente um paradigma do futuro: uma definição nova e mais abrangente de sucesso, convidando os leitores a reavaliar as suas prioridades, a desenvolver as suas mentalidades e a enriquecer as suas competências.»
Human Resources Portugal

terça-feira, 12 de junho de 2012

Imprensa: «O Livro da Selva Empresarial»

«Como lidar com um chefe que delega incessantemente e que não lhe dá um minuto de trégua? Deve aceitar trabalhar para uma empresa sem ser remunerado? Como deixar de ser mal pago e ser notado pelas chefias? Estas são algumas das questões a que "O Livro da Selva Empresarial" procura dar resposta. O livro apresenta reflexões, exemplos práticos e relatos de casos das empresas. É uma sátira divertida que pretende inspirar os leitores a construir uma carreira de sucesso sem ser devorado pelo caminho. Isto porque, como afirma Liliana Silva Cerqueira, "os dinossauros não só desapareceram como estão aí, cada vez mais ferozes e devastadores!"» Marketeer

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Imprensa: «Buyology»

«Publicado em 2008, "Buyology" é um dos livros que tem influenciado o marketing nos últimos anos, colocando em causa muitas das convicções sobre o processo de tomada de decisão dos consumidores. Aliás, o principal objectivo desta obra é precisamente preencher as lacunas existentes na explicação do comportamento dos consumidores, utilizando o Neuromarketing.
O Neuromarketing é definido pelo autor como a conjugação de conhecimentos médicos, tecnológicos e de marketing, aos quais se acrescenta a possibilidade de analisar o cérebro de forma a compreender o que o estimula. Num mundo repleto de mensagens publicitárias de todo o tipo, com largo espectro de design de produtos e inúmeros contextos de decisão de compra, estudar a forma como o cérebro reage e escolhe - é essendial para os marketeers. Como é fácil de compreender trata-se de uma evolução na abordagem ao consumidor que tem o potencial de ser utilizado de forma nociva, o que acarreta uma responsabilidade ética. Porém, esta nova tecnologia pode ajudar a compreender como reagimos e decidimos, tornando o consumidor mais consciente e menos vulnerável às "armadilhas" das empresas, dos políticos ou de outras organizações.
Lindstrom realizou vários estudos ao longo de três anos, que envolveram cerca de 2000 pessoas e relata-os neste livro, que é muito divertido e informativo. Abordam-se experiências que medem reacções em relação a logotipos, odores, rituais, religiões e mensagens subliminares. Já se sabia que as marcas geravam emoções, mas ainda não tinha sido possível medir exactamente esse envolvimento. Destaca-se a importância da dopamina, dos neurónios-espelho e dos marcadores somáticos nas decisões de consumo, decisões essas que podem demorar apenas 2,5 segundos. E ficamos também a saber que os "focus gropus" e os estudos de mercado são praticamente inúteis e até mesmo perigosos.
"Buyology" é uma obra muito influenciada pelo trabalho de António Damásio e é recomendado por Seth Godin e Philip Kotler. A sua conclusão mais importante é que, como consumidores, não coincide o que dizemos com o que sentimos ou fazemos. Trata-se de um livro obrigatório que só peca por ser algo superficial na descrição que faz de parte dos estudos efectuados, pelo que algumas conclusões acabam por carecer de sustentação.»
Filipe Garcia, Jornal de Negócios

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Imprensa: «A Tribo Sempre Fizemos Assim»

«Apesar do título sui generis, A Tribo Sempre Fizemos Assim, o que pode provocar uma estranheza no candidato a leitor, o subtítulo revela o propósito da obra: estratégias para se adaptar a um mundo em constante mudança. A ideia dos autores foi a de explicar através de uma história/fábulo as práticas de management. Assim, tens uma narrativa, ou melhor, uma alegoria "divertida e provocante" sobre uma tribo chamada "Sempre-fizemos-assim" que a determinada altura se vê a braços com uma crise de sucessão. O problema do líder da tribo, Fernando, era escolher entre um dos seus filhos. Cada qual com características diferentes. Enquanto não resolve o problema de sucessão, a tribo é apanhada por uma série de problemas e crises.
É assim com esta fábula, que o leitor vai encontrando verdadeiras metáforas das problemáticas e soluções das empresas no dia-a-dia, sobretudo na época de crise que atualmente vivemos.»
Negócios&Franchising

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Imprensa: «A vida imita o xadrez»

«Foi campeão de xadrez durante a adolescência, numa União Soviética fanática pelo jogo. A experiência levou Garry Kasparov a escrever a obra A vida imita o xadrez, demonstrando com clareza que há fortes semelhanças entre as jogadas e regras do xadrez e os movimentos certeiros que fazemos quotidianamente no trabalho e na vida. Aclamado pelo "Wall Street Journal", o livro de Kasparov é uma sinopse das mais importantes lições de estratégia que este campeão mundial aprendeu e que aqui partilha. Num estilo vivaz e original, aqui são revelados os aspetos fundamentais da arte da estratégia e a forma como se pode otimizar a memória, a intuição e a imaginação para alcançar objetivos.»
Expresso

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Imprensa: «Storytelling – A Magia das Palavras»

“Storytelling – A Magia das Palavras” é uma edição da GestãoPlus de autoria de Gabriel García de Oro, criativo da empresa OgilvyOne, com formação em filosofia e vasta experiência em comunicação e marketing.Um livro que inclui cerca de 50 contos, com as caraterísticas de fábulas, “faits divers” históricos e anedotas, normalmente apresentados nas melhores escolas de negócios do mundo. Conteúdos que aparentemente parecem pertencer a uma história infantil, contêm, na verdade, uma importante lição sobre como sobreviver numa empresa. “Para passar o dia sentado sem fazer absolutamente nada … é preciso estar sentado muito alto”.Explicações que Gabriel García de Oro apresenta de forma descontraída, clara e breve “porque, por vezes, uma história bem contada consegue aquilo que uma demorada explicação não consegue”.
Jornal da Madeira

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Imprensa: «A Fraude Inocente»

A Fraude Inocente
O crescimento das grandes empresas e o futuro da democracia

«“Uma comunidade funcional liberal nos Estados Unidos, social-democrata ou socialista na Europa e no Japão, sujeita a economia e outros sectores à perspectiva do bem comum. Reside aqui um grande erro. Aquilo que se apresenta como um bem comum pode reflectir apenas uma tendência normal para uma expressão e acção em benefício próprio”.
Esta é uma das muitas frases perspicazes desta curta obra de Galbraith, um dos mais respeitados economistas do século XX, que neste livro apresenta a diferença que existe entre percepção e realidade do sistema económico (sobretudo norte-americano). “O que prevalece na vida real não é a realidade, mas a tendência do momento e o interesse financeiro”, diz. Conhecido por “não ter papas na língua”, este economista, que tem o poder de nos envolver nas suas palabras, apresenta a aparente contradição (“Como pode a fraude ser inocente?”) do actual sistema económico afirmando que “o papel da empresa na socidade é um exemplo gritante da fraude inocente”.
De leitura fluente esta obra, que foi a última das 40 obras de Galbraith (1908-2006), destaca-se por ser inteligentemente afirmativa e por colocar em cima da mesa um tema quente: o papel das empresas e dos gestores na economia moderna. De destacar que ao lermos este livro sentimos que o pensamento que deu origem a estas palavras é um produto de muita pesquisa, estudos e vivência.»
AICEP Portugal Global, Janeiro de 2011

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Destaque: O Que Faria o Google

«O livro de Jeff Jarvis propõe-se a ser um guia para o período "DG" - ou seja, "Depois do Google". O autor analisa a evolução da empresa que ficará para a história mundial como uma das que mais cresceu em menos tempo. Jeff Jarvis disseca o modelo de gestão da Google aplicando-a a várias áreas e a outras empresas. Nessa reflexão original, o autor dá o exemplo de uma eventual Google Cola - que seria adaptado à medida do cliente (com mais ou menos açúcar, mais ou menos gás); ou de um Googlemóvel - uma eventual marca de automóvel que ouviria as necessidades dos clientes para a elaboração de novos modelos. Ou seja, O Que Faria o Google, ou por outras palavras, a "fórmula" Google aplicada a outros sectores onde a própria Google não está presente - pelo menos por enquanto.»
Negócios & Franchising, Novembro 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Imprensa - "O Que Faria o Google?"

«Jeff Jarvis, o autor, está ligado à indústria dos media há muitos anos. Foi crítico de televisão em publicações americanas importantes, mas depois iniciou o blogue "buzzmachine" onde falava sobre os novos meios de comunicação e nas suas opiniões sobre o tema. Aos poucos, foi conhecendo e transitando para a "nova" economia, sociedade, atitude e organização, baseadas na web e novas plataformas. Importa reflectir sobre o percurso de Jarvis, já que espelha a compreensão de um novo paradigma e a transição que, na sua opinião, todos devem efectuar.
À boleia da Google (e do que a empresa representa em termos de mudança de paradigmas e de negócio) o autor pretende mostrar como o mundo está diferente, sobretudo nos negócios e na relação entre as empresas e os clientes. Apresenta-nos os casos de maior sucesso da economia digital, como a Google, Facebook, Amazon, Wikipedia e o Digg e coloca-nos o desafio: "como estes disruptores fariam" perante uns problemas, desafio ou decisão?
O livro está organizado em duas partes principais. Na primeira, "Regras da Google", descreve-se o "novo" Mundo, enquadrando-o na forma de actuação da Google. Na segunda parte, "Se a Google dominasse o Mundo" especula-se sobre a evolução de uma série de sectores que ainda não sofreram completamente a influência da Google Way.
"O Que Faria o Google?" acaba por ser uma boa descrição das alterações que ocorreram nos últimos 10 anos e que deram origem à "Nova Economia" e aí reside grande parte do seu valor.
Apesar das tentativas, é um livro mais retrospectivo do que "forward thinking" e tem já algumas concepções um pouco datadas. O maior defeito da obra é ser algo extensa, o que dificulta encontrar as pérolas, que apesar de existirem estão camufladas no "vício" literário de cumprir mais de 200 páginas, como se a mensagem se medisse ao quilo.
Trata-se de um bom livro, e merecem destaque algumas mensagens importantes: o poder das redes, ser plataforma, o papel da confiança, como aumentar a notoriedade e, o mais importante, a necessidade de decidir e perceber em que negócio se está.»

Jornal de Negócios, 10 de Agosto, 2010

Imprensa - "A Arte de Inventar Profissões"

«O conselho vem do autor do livro "A Arte de Inventar Profissões". Sergio Bulat, 44 anos, é advogado com especialização em resolução de conflitos, mestre em jornalismo e actualmente trabalha na área editorial, como escritor, editor e coach literário (profissão que o próprio inventou). Inspire-se nesta arte, que poderá vir a ser a grande competência profissional do futuro.

Invente a sua profissão!

Está cansado da sua profissão? O livro "A Arte de Inventar Profissões" tenciona inspirar todos os trabalhadores - jovens recém-formados, profissionais em processo de transição ou reformados que queiram continuar a trabalhar - a destacarem-se no mundo profissional, potenciando as suas capacidades diferenciadoras.

Para além de possivelmente gerar emprego e oferecer uma fonte de satisfação pessoal, pode ser considerada uma estratégia de sobrevivência no futuro. Num mercado laboral marcado pela crise e pela constante mudança, só os mais criativos sobrevivem. Contudo, como conta o autor do livro: «Hoje em dia fala-se muito de instabilidade e precariedade, e muito pouco de renovação e criação.»
A ideia de entrar numa empresa enquanto jovem e continuar a trabalhar nela até à reforma já há muito que deixou de fazer qualquer sentido. Hoje em dia, verifica-se que os profissionais de maior sucesso são aqueles que souberam aproveitar oportunidades através de ocupações, especializações ou profissões únicas.

Qual a estratégia que propõe para nos destacarmos no mundo profissional?
A principal é alcançar algo que nos diferencie, que dê um valor extra à actividade que exercemos, algo que dificilmente possa oferecer outro colaborador.

Inventar uma profissão com que objectivos?
Para ter uma maior satisfação, rendimento e estabilidade laboral.

Na prática, falamos de empreendedorismo?
Não necessariamente. Quer trabalhemos por conta própria ou de outrem, sempre poderemos acrescentar mais valor à actividade. Valor que para além de nos dar satisfação, também nos recompensa financeiramente.

Como se pode rende a criatividade?
O principal é procurar novos horizontes e ideias. É difícil ser criativo se estivermos fechados e a conviver sempre com os mesmos assuntos. Há que experienciar coisas distintas.

Que sugestões dá na arte de inventar uma profissão? O que é realmente importante na construção de uma profissão?
O mais importante é descobrir qual o valor que podemos acrescentar a um trabalho. Muitas vezes o melhor é criar profissões híbridas.

É coach literário, profissão que inventou. Como lhe surgiu essa ideia?
Tinha experiência em técnicas de coaching e mediação, enquanto advogado. Desta forma, ao trabalhar no sector editorial, vi que não existia ninguém que aplicasse essas técnicas a novos escritores, e que este era um valor que podia fazer chegar às pessoas interessadas em escrever.

Esta tendência no sector laboral dá importância a que tipo de pessoas?
Creio que o sector laboral necessita, cada vez mais, de pessoas capazes de realizar muitas tarefas e que propõem soluções criativas. Em suma, que contribuam com mais do que se pede.

Quais as características pessoas para se sobressair neste mundo do trabalho?
Não há características especiais. O que se requer é a vontade e a atitude de não nos limitarmos a fazer o que nos ordenam, mas sim ir um passo mais à frente e comportar algum valor pessoal que tornará mais gratificante o trabalho para o colaborador e mais eficiente e rentável para o empregador.

O que podemos esperar do futuro laboral?
Mudanças constantes. Ficar quieto já não é uma opção, já que na prática pode implicar um retrocesso.

Quais as principais ideias e casos que partilha no "A Arte de Inventar Profissões"?
É importante termos noção dos nossos talentos e valores pessoais, e ter suficiente atitude e espírito para aplicá-los em algo concreto. O livro está cheio de exemplos de pessoas que encontraram o seu ponto de diferenciação.»

HR - Human Resources, Agosto, 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Imprensa: "A Arte de Inventar Profissões"

«Reinventar aptidões


Num mundo em constante mutação, Sergio Bulat revela, num pequeno livro, algumas dicas preciosas para quem procura mudar de ofício ou para quem, simplesmente, se encontra insatisfeito com a sua actual função.

No actual cenário de crise são muitas as pessoas que, diariamente, perdem os seus postos de trabalho. Enquanto uns tentam encontrar uma função semelhante àquela que desempenhavam numa outra empresa, outros aventuram-se na criação do seu próprio emprego. Algumas destas pessoas chegam inclusivamente à conclusão que andaram durante anos a batalhar por uma carreira que, afinal, não fazia assim tanto sentido, e descobrem que têm vocação para desenvolver funções completamente diferentes. O livro A Arte de Inventar Profissões, de Sergio Bulat, um advogado com master em Jornalismo, destina-se não só a quem enfrenta o drama do desemprego, mas também a todos os que se encontram desiludidos com a profissão que exercem. O autor acredita que inventar um novo ofício permite “não só desenvolver todo o nosso potencial, como também pode ser uma das poucas estratégias de sobrevivência laboral no futuro”.

Da teoria à prática
Na primeira parte desta obra é desenvolvida uma teoria, suportada por especialistas, que aponta que, por volta do final da primeira década do século XXI, uma em cada três empresas perderá autonomia, quer por ter caído na falência quer por ter sido absorvida por outra, mas também porque poderá passar a redefinir o seu core business. Analisando o actual mercado de trabalho, Bulat sustenta que grande parte dos trabalhadores está insegura, uma vez que não têm estabilidade laboral, nem promoção na carreira, nem aumentos salariais garantidos. Mas há mais, segundo um estudo norte-americano, os trabalhadores sofrem de stress, descontentamente, desmotivação e sentem deslealdade por parte dos seus companheiros.
O autor analisa ainda a situação dos jovens nas sociedades contemporâneas que enfrentam todos estes dilemas e que, grande parte das vezes, nem 1000 euros auferem por mês. Após traçar esta realidade, o escritor apresenta as vantagens da criação de uma nova profissão, entre as quais está a satisfação pessoal e o prazer que se sente perante a total independência a nível laboral. Também ele inventou uma das profissões que actualmente exerce, a de coach literário, que exerce a par da escrita. A terminar são desvendadas algumas dicas para se alcançar uma profissão com futuro, sob o lema de Coco Chanel: “Para se ser insusbtituível, tem de se ser diferente".»
Elite Negócios, Junho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Imprensa: "A Bola Não Entra por Acaso"

«Não, não é por acaso...


Ferran Soriano transformou o Barcelona em muito mais do que um clube. “A Bola Não Entra por Acaso” mostra como o fez

Pelo título pode parecer que sim, mas não – A Bola Não Entra por Acaso não é um livro de futebol. E apesar do que está no pós-título também não é um livro de gestão. É muito mais do que ambas essas coisas – é uma viagem maravilhosa por um mundo cheio de mistérios, tendo o FC Barcelona como ponto de partida e de chegada. Ferran Soriano foi seu director-geral e seu vice-presidente entre 2003 e 2008. Quando lá entrou tinha 36 anos e carreira fulgurante na área das ciências empresariais, transformou-o num dos culbes mais rentáveis do universo. Ao longo das páginas desta sua obra correm histórias reais que, por vezes, parecem anedotas – por exemplo, a que conta que Geovanni e Rochembak foram contratados por 18 e 12 milhões de dólares simplesmente porque alguém foi capaz de convencer directores do Barça de que eram novos Garrincha e Neeskens.
FC Porto e um mito desmontado
Desmontam-se mitos – como esse de que as equipas que ganham aão as que pagam os slários mais altos, as que são capazes de contratar os jogadores mais sedutores. E para a desmontagem usa-se o FC Porto. “O clube não ganha dinheiro, pelo contrário tem um orçamento estruturado para perder em cada época uns 10 milhões de euros na sua actividade corrente. No entanto, converteu-se num negócio extraordinário com a compra e venda de jogadores, sobretudo brasileiros, aos quais serve de ponte para os maiores clubes, aproveitando o facto de a legislação portuguesa permitir nacionalizar brasileiros de uma forma célere. E numa época em que conseguiu reunir um bom punhado de talentos, dirigidos por José Mourinho, chegou a ganhar a Liga dos Campeões. Depois dessa época de sucesso, o Porto negociou os melhores jogadores e obteve uma receita extraordinária de 80 milhões de euros, com os quais poderia financiar o seu fédice estrutural e recorrente dos oito anos seguintes...”

Saviola ou o golo a 6000 euros
Revelam-se estratégias de gestão – e segredos da revolução de Soriano inspirado na analogia do Rato Mickey da Disney com o David Beckham do Manchester United. Fala-se do rebuliço no mercado que Roman Abramovich causou com os 166 milhões de euros que puseram no Chelsea Mourinho, Drogba, Cech, Ricardo Carvalgo, Paulo Ferreira, Robben – e do FC Barcelona a ir por outro lado, criando esquema novo de pagamentos, uma parte fixa, outra variável, bem diferente do de Saviola que, irritado com a mudança, se foi embora: “No seu contrato tinha uma cláusula que dizia que deveria receber 6 mil euros por cada golo que marcasse. Lembro-me do aborrecimento monumental de Franck Rijkaard quando soube disso...”

30 milhões de Pepe, o e-mail
Sim, através de Feran Soriano não se fica a saber apenas como se constrói uma equipa vencedora, como se gere o capital humano do talento extraordinário, como se pode inovar de forma prática e eficiente – ainda se fica a saber quais os melhores trilhos para se fecharem negociações com suceso. A propósito, conta-se como a notícias da Marca de que Pepe deixara o FC Porto, acabara de assinar pelo Real Madrid por 30 milhões de euros levou a um e-mail que pôs a negocioção de Milito em ponto crítico – porque o Barca queria dar “apenas” 15 milhões por ele...

Galácticos… roubados?
De quando em quando, salta a crítica a outros modelos: o que acontece quando o Real joga nas contratações dos galácticos com os seus direitos de imagem: “Distrai o jogador do que é realmente importante, que não é outra coisa senão treinar, jogar e ganhar. Quando assinavam os grandes contratos, ficavam muito satisfeitos. Porém, meses mais tarde, quando filmavam um anúnicoo por 200 mil euros e 100 mil iam parar aos cofres do clube, pareciam que estavam a ser roubados…”
E é por tudo o que desvenda que o livro de Soriano é o que é: “pensado para partilhar um pouco da lógica, do senso comum e das ferramentas de gestão que vi serem usadas no mundo do futebol ao longo destes últimos anos” – sem ser compêndio descritivo de ideias teorias. “Também não é um livro de histórias engraçadas, nem de memórias, bem pretende distribuir medalhas.” Pois não. E quando se chega ao fim vê-se que é mesmo assim: a bola não entra por acaso...»

A Bola, 23 Junho 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Imprensa: "A Bola Não Entra Por Acaso"

Entrevista Ferran Soriano, presidente da Spanair e autor do livro “A Bola Não Entra Por Acaso”



“Para acontecerem golos são necessárias técnicas de gestão”

Soriano, ex-vice-presidente do Barça revela, em livro, as técnicas de gestão que permitiram dar nova vida ao clube catalão.


Ferran Soriano foi vice-presidente do Futebol Club Barcelona, entre 2003 e 2008, experiência que agora pode partilhar com gestores de topo explicando como os ensinamentos do futebol podem dar um contributo à gestão empresarial.
Para este gestor, licenciado em ciências empresariais e com um MBA realizado na ESADE, as lições poderão ser muitas. Desde “as tácticas dos treinadores à liderança dos capitães e à organização das equipas.” Para Soriano, que é actualmente Presidente da Spanair, a segunda maior companhia aérea espanhola, o dever de um líder é adaptar-se à equipa e não o contrário.

O que é que o futebol tem a ensinar à gestão?
Por um lado, o futebol é uma indústria como qualquer outra, só que menos estudada e analisada. Fala-se muito do que acontece no campo e muito pouco do que acontece na chamada secretaria dos grandes clubes. Vale a pena entender a estrutura da indústria e as estratégias dos actores principais. As lições servem para outras indústrias. Por outro lado, o futebol serve como metáfora da vida e dos negócios. O que acontece em campo é a mesma coisa que acontece numa empresa. Só que em campo está tudo concentrado em 90 minutos e num espaço reduzido: as tácticas dos treinadores, a liderança dos capitães, a organização das equipas. Pode-se aprender com elas e aplicá-las ao dia a dia dos nossos negócios.

Quer dar-nos um exemplo de tácticas?
A colocação dos jogadores no campo, a escolha do enfoque no ataque ou na defesa, como defender atacando e atacar defendendo, são exemplos de tácticas de futebol que se aplicam também aos negócios. A tipologia e o carácter dos jogadores que se colocam no campo em cada momento também dão lições às empresas: visionários no ataque que lideram a estratégia ou os esforços comerciais, conservadores na defesa ou nos departamentos financeiros, grandes trabalhadores nomeio campo, os que fazem as coisas acontecer, no relvado e no mundo empresarial.

As maiores lições de liderança são?
Na minha opinião, uma das grandes lições é que o líder tem que saber adaptar o seu estilo de liderança à equipa que tem, e não o contrário. Muitas vezes, quando pensamos em líderes, imaginamos pessoas carismáticas, de forte personalidade, a quem os outros seguem. Mas os melhores líderes, os que mantêm a liderança por períodos longos, são aqueles capazes de compreender qual é o estilo de liderança de que o grupo precisa. São os líderes que têm que entender o grau de empenho do grupo e o valor do seu talento. E têm que se adaptar com estilos de liderança mais centralizadores, de delegação ou de ‘coaching’. Parecem-me também muito interessantes as ideias de como organizar e manter uma equipa ganhadora. A fórmula do compromisso vezes equilíbrio elevado ao talento funciona no futebol, mas funciona também em qualquer outro negócio. Para se ter sucesso é necessário ter uma equipa empenhada, que trabalha não só pelo seu salário, equilibrada no sentido em que cada um sabe e aceita o que deve fazer para o bem colectivo. E que usa o melhor do seu talento.

Como se pode inovar de forma prática e eficiente?
A inovação começa sempre no consumidor, no cliente, na observação de atitudes e preferências, muitas vezes sem perguntar. Inovar não é inventar novos produtos e tecnologias, é tão só descobrir novas necessidades dos consumidores, que existem, mas que eles não sabem ainda expressar. Esta inovação pode ser feita em qualquer lugar do mundo, basta uma atitude corajosa e criatividade.

O que pensa do treinador português José Mourinho?
Mourinho já é um dos grandes treinadores da história do futebol. O que ele conseguiu com o Porto, o Chelsea e o Inter é impressionante. Merece grande respeito e admiração. Se tivesse que pensar num desafio para ele, colocar-lhe-ia o de ficar por um longo período de tempo num clube e adaptar o seu estilo de liderança às necessidades de mudança da equipa. Isto é, fazer a equipa adaptar-se ao estilo dele.

Mafalda Avelar, Ideias em Estante, Diário Económico, Junho 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Imprensa: "A Empresa Sensual"

«Ser Sexy... é o que uma empresa deve ambicionar!

Esta é a teoria de Jesús Vega de la Falla, autor espanhol descreve a paixão pelas empresas.

"Confesso que a sua recordação ainda me acompanha. Ainda me envolve, deixando apenas o aroma dos bons momentos (...) Foi, não tenho dúvidas, uma relação apaixonada. Fascinava-me a sua personalidade, a sua forma de fazer as coisas, a intensidade que manifestava em todos os seus actos". Esta descrição podia ser perfeitamente a de uma relação entre duas pessoas. Mas não é.
Diz o autor que "ela", a sua paixão, é uma empresa. A empresa para a qual o espanhol Jesús Vega de la Falla trabalhou.
O que o autor defende neste livro é que uma empresa sensual é aquela que vinga no mercado. Aquela que a todos atrai - desde os clientes aos colaboradores. E prova-o por A mais B que assim o é. De tal forma que se lê nesta obra que "antes da eficácia, do lucro ou da expansão, há uma coisa a que uma empresa deve aspirar: ser sexy."
Isto porque o segredo do sucesso passa também pela paixão do empreendedor...
Neste livro, de escrita simples e interessante, somos assim levados a concluir que uma empresa é feita de gentes e para gentes. E como tal o factor humano, estando sempre presente, deve ser estudado e as máximas da psicologia humana - que nos levam a ser atraídos pelo próximo - aplicadas. Tudo isto para que se desenvolvam, cada vez mais, empresas que conseguem fidelizar os seus trabalhadores e clientes de forma "consistente, seduzindo-os, cativando-os e envolvendo-os".
Se por acaso trabalha ou é cliente de uma empresa pela qual se sente atraído, aceite o desafio do autor e envie um e-mail para o mesmo.
O desafio está, também por nós lançado. Se se sente atraída(o) pela sua empresa, já sabe escreva ao autor e já agora também ao Económico. (Poderá fazê-lo para o seguinte e-mail: mafalda.avelar@economico.pt)
Vamos gostar de saber quais os casos nacionais de gestão sensual!»

in Díário Económico, Junho de 2010
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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Crítica a "Empresa Sensual"

Fórmulas Sexy


Hoje, mais do que nunca, é tão ou mais importante parecer como ser. O embrulho passou a valer pelo menos, tanto como o conteúdo. “A Empresa Sensual” é isso – seduz, fideliza, subjuga o consumidor às modas que dita. Quanto mais sensual é uma marca, um produto, ou uma companhia, maiores são as suas receitas, maior é a sua exposição, e capacidade de cativar os clientes com ideias que se fossem lançadas por outro rival qualquer, nunca passariam do papel.

Jesus Veja de la Falla, antigo director de rescursos humanos da Inditex (dona da Zara), sabe do que fala. E do que escreve. Neste livro, analisa os atributos mais importantes de uma empresa sensual e revela algumas das técnicas mais infalíveis para seduzir os clientes, levando-os não só a consumir de “olhos fechados” os seus produtos, mas ainda a serem agentes publicitários poderosíssimos e não remunerados!

O papel dos empregados também não é esquecido, nem poderia ser, uma vez que o autor liderava precisamente os recursos humanos de uma das empresas espanholas mais bem sucedidas a nível internacional.

Quando se trabalha para uma Zara, para um Google, ou para uma Apple, será que se podia fazer as tarefas sem um sorriso no rosto? Poder, podia, mas não era a mesma coisa.

Os Meus Livros, Junho de 2010

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Imprensa:

«O Mundo de Zara


A realidade é transparente: o grupo onde se inclui a Zara tornou-se, em poucos anos, um dos de maior sucesso no mundo do pronto-a-vestir. Ganhou asas com a globalização, aumentando quota de mercado num sector tão concorrencial como o da moda. Há um segredo óbvio para esse êxito? Segundo o jornalista Enrique Badía, uma boa dose de bom senso e receitas muito práticas na área da gestão. Parece simples. Mas também é da simplicidade que se faz o sucesso. A Zara é hoje a marca espanhola mais conhecida a nível mundial, mas a sua origem galega está numa empresa chamada Inditex. A rede do grupo compreende cerca de quatro mil lojas, espalhadas pela Europa, África, Ásia e América. A marca não inventou nada: reinventou sim a forma de produzir e distribuir um produto (a roupa) no qual o importante é a qualidade, a atenção aos clientes e o preço. Tudo se reconduz à simplicidade.»


Revista LER, Dezembro 2009